Sobre Mim

Nasci em Penápolis, cidade do interior de São Paulo, mas cresci na capital.
Ainda na infância sonhava em ser bailarina e dançar sobre as pontas de sapatilhas, mas minha herança em habilidades manuais me levou para o mundo das artes de outra forma.
Me formei em moda, trabalhei com desfiles, figurinos e acessórios, até que a joalheria contemporânea trouxe a arte da dança, através de formas, cores e movimentos, ao som dos meus instrumentos de trabalho.
Hoje “danço sobre outras pontas” e entrego minha arte, alegre e significativa. O enredo fica por conta das histórias que me trouxeram até aqui.
Espero que apreciem!

Uma joia com a história do vô

"Nas entranhas da memória, estas joias encontram raízes, inspiradas pela figura do meu avô, que carregava consigo mais do que guarda-chuvas e segredos: trazia um mundo de doçura escondido entre os vincos do tecido e o doce mel Melatto. Um néctar especial, perfumado com os aromas da terra brasileira, envolto em mistérios e tradições. O sobrenome 'vô Pedro' ecoa como um eco do passado, uma herança muito valiosa que se entrelaça com as gemas e metais preciosos. Nestas criações, encontro não apenas a beleza palpável das joias, mas também uma oportunidade de tecer narrativas, de contar histórias ancestrais através dos fios da arte da joalheria."

Adeguimar Arantes

Cléli Blog

Farei Joias

A joalheria entrou na minha vida quando conheci a artista joalheira Adeguimar Arantes.
Ela é a mente e o coração por trás do Farei Joias, um curso-mentoria que reúne artistas com o desejo e o potencial de desenvolver o ofício de fazer joias.

Movida por um profundo desejo de democratizar a joalheria, Adeguimar criou o Farei em meio à pandemia — um coletivo que acolhe pessoas de baixa renda ou com limitações de locomoção, oferecendo a oportunidade de estudar, criar e florescer artisticamente.

As aulas acontecem 100% online e ao vivo. Nada fica gravado — e é justamente isso que torna cada encontro único, vivo, irrepetível.
Graças à internet, o Farei conecta artistas brasileiros espalhados por todo o país — e também além dele.

Talvez eu não consiga traduzir em palavras tudo o que isso representa para nós.
O Farei é muito mais do que um curso de joalheria — é um agente transformador.

Cada aula é uma surpresa, uma imersão profunda em busca da identidade artística de cada um.
Além disso, o coletivo carrega uma forte essência socioambiental, ensinando-nos a valorizar os materiais reciclados, os metais reaproveitados, e a beleza que existe em ressignificar o que já temos.

Eu poderia escrever muito mais…
Mas prefiro deixar aqui um convite: conheça a página do coletivo e descubra por si mesmo o encanto que é o Farei Joias.
Sou imensamente grata à Adeguimar e ao Farei por me conduzirem a este universo fascinante da arte joalheria.

NYC Jewelry Week 2025
Olá mundo!

 

Cléli Melatto integra a NYCJW 2025, evento criado para celebrar a criatividade, lançar novos talentos e promover inovação, a New York City Jewelry Week https://nycjewelryweek.com/ é o maior festival joalheiro dos EUA e funciona como um centro cultural artístico que reúne designers, artesãos e amantes de joias, servindo como uma vitrine para novas gerações de profissionais no mundo inteiro.

O tema escolhido pelo Coletivo Farei Joias, https://fareijoias.adeguimararantes.com/ para integrar o trabalho de Cléli Melatto na NYCJW 2025 foi a Transumância, pratica ancestral das comunidades quilombolas que vivem Serra do Espinhaço, https://globoplay.globo.com/v/13232736/?s=0s em Minhas Gerais. Há séculos, essas 25 comunidades tradicionais se deslocam entre terras baixas e altas acompanhando o ritmo das chuvas, preservando modos de vida profundamente ligados à terra, Essa dinâmica de movimento, cuidado e permanência inspirou Cléli Melatto e as demais artistas selecionadas pela curadoria do evento, para criar suas coleções.

Na coleção – Mani Oca – Cléli Melatto aborda dentro do tema principal, o subtema: A mandioca – base alimentar desses protagonistas habitantes da Serra. As joias da obra de Cléli, traduzem através de metal de reuso e folhas da planta, a relação entre o alimento, o território e a cultura. Cada peça nasce da pesquisa sobre as comunidades quilombolas, guardiões do Cerrado. Sua agricultura tradicional, os saberes preservados e passados entre as gerações, preservam, cuidam e respeitam, para manter a vida e a beleza do Cerrado brasileiro. Seu modo de vida carrega memória, resiliência e esperança.

A obra será apresentada dentro da programação oficial da NYC Jewelry Week 2025 que acontecerá entre os dias 17 e 23 de novembro, pelo site http://nycjewelryweek.com/events/transumancia-no-cerrado-de-minas-gerais